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ACP discute a reabertura dos shopping centers em Curitiba


Documento contendo importantes medidas e reivindicações foi elaborado às autoridades.



Fotos: YouTube


Lojistas, proprietários e gestores de shopping centers de Curitiba, em reunião presencial e online na Associação Comercial do Paraná (ACP), discutiram na manhã desta quinta-feira (14) alternativas para a urgente reabertura dos estabelecimentos, diante da grave crise que afeta o setor após mais de 50 dias de paralisação das atividades.


Após o encontro foi elaborado um documento às autoridades com as reivindicações do segmento:

“É urgente que sejam adotadas medidas para a reabertura dos shoppings de Curitiba, pois grande parte das lojas ali instaladas estão prestes a quebrar. São quase 20 mil empregos. Quando se discutem regras para a retomada dos negócios, é inaceitável que os shoppings sejam discriminados, como se fossem os vilões da pandemia”, disse o presidente da ACP,  Camilo Turmina.

Segundo Turmina, ações para o estabelecimento de barreira sanitária e viabilização dos negócios não são excludentes, uma vez que a própria reabertura do comércio no Paraná e em várias unidades da federação comprovou que não há riscos de explosão de contágio da covid-19, desde que regras rigorosas de contenção sejam estabelecidas e obedecidas.

Os indicadores de pessoas contaminadas, população e leitos hospitalares (redes pública e privada) disponíveis permitem novos avanços na reativação da economia da cidade.


Conforme destacou o proprietário do Shopping Novo Batel, Luiz Celso Branco, é possível reabrir com segurança desde que se obedeçam as regras necessárias, com comprometimento de todos e responsabilidade.





Os lojistas dos shoppings querem os mesmos direitos de outros setores que reabriram, como o comércio de rua. Os shoppings podem ter um ambiente altamente controlado, a exemplo de grandes supermercados e outros estabelecimentos abertos.

Em consonância com as entidades representativas do setor de shopping centers, os participantes sugeriram o estabelecimento de uma série de normas para nortear a reabertura dos estabelecimentos:

- redução do horário de atendimento, para o período entre 12h e 20h;

- instalação de cabines de desinfecção, já disponíveis no mercado;

- medição de temperatura de todos os frequentadores;

- limitação da entrada de clientes dentro dos shoppings e das lojas de acordo com a área de cada unidade; 

- obrigatoriedade e severa vigilância no uso de máscaras; 

- orientação visual vertical e orientação sobre distanciamento entre as pessoas nos espaços comuns e no interior das lojas;

- protocolos rigorosos de higienização de máquinas e equipamentos disponíveis ao público;

- retiradas de bancos e sofás dos corredores;

- distribuição de pontos de higienização das mãos em vários pontos, nas áreas comuns e interior das unidades comerciais;

- ampliação do espaçamento entre mesas nas praças de alimentação, conforme as regras sanitárias;

- disponibilização de equipamentos de proteção individual a todos os funcionários.




Renegociação

Os participantes também solicitaram à ACP que manifeste aos controladores de shopping centers a necessidade de flexibilização nos contratos e o estabelecimento de novas modalidades contratuais e de locação, enquanto perdurar a crise.


Há consenso de que a relação lojas/shopping centers terá que obedecer a um novo formato comercial diante da enorme queda no faturamento, dos novos hábitos que advirão da pandemia do covid-19 e dos elevados custos para manter os negócios nos centros comerciais.

Lojistas também sugerem, como medida emergencial, a remuneração do gestor do shopping sobre o faturamento, ou seja, um determinado percentual das vendas feitas pelo lojista seria repassado ao controlador da operação.


Em outra proposta, o condomínio seria rateado por todos e com a participação do lojista na formatação das despesas


Fonte: ACP / Assessoria de Imprensa

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