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Agentes de inteligência de todo o País discutem segurança e tecnologia no Paraná


A capacitação, oferecida pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça, começou nesta segunda-feira (28) e vai até o dia 9 (sábado), com diversas atividades teóricas e práticas.



Foto: SESP



Aprimorar as ações de inteligência policial é o principal objetivo dos 38 profissionais de segurança pública do Paraná e dos demais estados brasileiros que participam do 25º Curso de Segurança Orgânica, em Curitiba. A capacitação, oferecida pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça, começou nesta segunda-feira (28) e vai até o dia 9 de abril, com diversas atividades teóricas e práticas.

A aula inaugural foi com o assessor especial do Ministério da Saúde e policial rodoviário federal, Moisés Dionísio da Silva, no auditório da sede da Polícia Científica. Ao abordar sobre a origem da inteligência na segurança pública e apresentar um panorama geral da aplicação dessa doutrina às missões executadas pelas polícias, ele também tratou sobre os riscos da exposição de profissionais de segurança pública nas mídias sociais.

O diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochocki, recepcionou os alunos e colocou a estrutura da unidade à disposição para as instruções. A turma é composta por 38 alunos, dos quais 21 são das polícias paranaenses (Polícia Militar, Polícia Civil, Departamento Penitenciário e Polícia Científica) e 17 de instituições de outros estados.

As aulas serão voltadas às temáticas de contrainteligência e segurança orgânica, segurança de tecnologia da informação e comunicações, segurança das instalações, da documentação e do material, das operações, dos recursos humanos, gestão e análise de risco em segurança orgânica e plano de segurança orgânica.

O diretor do Departamento de Inteligência do Paraná (Diep), delegado Sivanei Almeida, citou que a convivência em sala de aula permite aos alunos mais interação e qualidade em entender o conteúdo dos assuntos para que voltem às suas unidades mais capacitados. “Temos que investir em tecnologia e qualificação do nosso material humano, que é o nosso bem mais precioso. Podemos ter o melhor equipamento e a melhor estrutura, mas nada substitui o material humano”, disse.

Segundo o analista do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul, Emerson Ligio Silva, que no evento de abertura representou a Secretaria de Operações Integradas (Seopi), o curso foi idealizado para tratar especificamente sobre a segurança orgânica, um dos principais pilares da doutrina de inteligência.

“Esse curso vai promover esse nivelamento de conhecimento que busca trazer o conhecimento dos agentes de segurança para essa rotina e cultura da segurança em si, segurança orgânica, segurança da informação, segurança com pessoal, enfim, toda a área de segurança e proteção”, afirmou.

A expectativa para a realização do curso era alta, tanto que o major Alexandre Lopes, da Inteligência da Polícia Militar, explica que rapidamente as vagas foram preenchidas.

“Quando foram cedidas as vagas para a PM, de imediato manifestamos interesse, pois para nós será uma capacitação de grande importância para que possamos, dentro da Inteligência da PM, multiplicar o conhecimento que está sendo produzido”, disse.

Para a coordenadora da Agência de Inteligência da Polícia Civil, delegada Maricy Mortagua Santineli, que também é aluna do curso, poder retornar à sala de aula é um privilégio. “Estou muito feliz com essa iniciativa e me coloco à disposição dos demais colegas que vieram de outros estados durante essa semana de aprendizado e troca de experiências”, disse.



Fonte: AEN

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