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Aos 75 anos, morre Gerd Müller, um dos maiores artilheiros do futebol alemão


Atacante fez o gol decisivo da vitória da Alemanha na Copa do Mundo de 1974 e deteve por quase meio século o recorde de mais gols em uma mesma temporada da Bundesliga.



Fotos / Vídeo: FIFA



A lenda do futebol alemão Gerd Müller, um dos maiores artilheiros do país e que teve papel decisivo na Copa do Mundo de 1974, morreu neste domingo (15/08), aos 75 anos, informou o seu antigo clube, o Bayern de Munique.


Müller fez 68 gols em 62 partidas pela seleção da República Federal da Alemanha e é o terceiro maior artilheiro em Copas do Mundo, com 14 gols, atrás do brasileiro Ronaldo, com 15, e do alemão Miroslav Klose, com 16.


Ele também venceu o Campeonato Europeu em 1972 e ergueu inúmeros outros troféus ao longo de 15 anos jogando no Bayern.


"Hoje é um dia triste e escuro para o Bayern de Munique e todos os seus fãs. Gerd Müller foi o maior artilheiro que já houve, e uma boa pessoa e personalidade do mundo do futebol", afirmou Herbert Hainer, presidente do clube.





Triunfo na Copa de 1974


Müller foi contratado pelo Bayern de Munique em 1964 e fez parte de uma era que estabeleceu o time com um dos melhores da Europa.


Ao lado de jogadores como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Paul Breitner e Uli Hoeness, ele também ajudou a República Federal da Alemanha a vencer o primeiro Campeonato Europeu, em 1972.


O ponto alto da sua carreira ocorreu em 1974, quando ele fez o gol decisivo que garantiu a vitória da sua seleção na Copa do Mundo, em Munique, contra a Holanda.


"Gerd Müller foi o maior artilheiro que já tivemos na Alemanha", disse em 2015 Joachim Löw, ex-treinador da seleção alemã que deixou o cargo em junho.


Conhecido como excelente cobrador de pênaltis, Müller é até hoje o recordista em gols na Bundesliga, com 365 em 427 jogos, muitos dos quais ocorreram a partir de posições ou ângulos dos quais fazer um gol parecia ser uma tarefa impossível.


Seu recorde de 40 gols em uma mesma temporada da Bundesliga, alcançado em 1971/1972, manteve-se por quase meio século e foi superado apenas em maio deste ano, quando Robert Lewandowski fez o seu 41.º gol da temporada 2020-2021.





Aposentadoria discreta


Müller já havia saído dos holofotes e nos últimos anos vivia em uma casa de repouso, cercado de cuidados em função da doença de Alzheimer que o afetou.


"Ele sempre foi um lutador, sempre corajoso, em toda a sua vida", disse a sua esposa, Uschi Müller, ao jornal Bild em novembro de 2020, antes de ele fazer 75 anos.


"E ele segue sendo agora. Gerd está dormindo em direção ao seu fim. Ele está silencioso e em paz, e não acho que ele tenha que sofrer", disse.


Além de Müller ter dado uma contribuição importante ao Bayern de Munique, seu time também teve um papel relevante em seu destino após ele parar de jogar.


Depois do fim de sua carreira como jogador, em 1982, ele teve alcoolismo, e seus antigos colegas de time o convenceram a ir para uma clínica de reabilitação. Após se recuperar, o Bayern de Munique deu a ele uma posição de técnico no seu time sub-23.


A vitória contra o alcoolismo foi provavelmente a mais importante de sua vida. "Depois de quatro semanas, estava curado. Fazer isso em tão pouco tempo foi uma grande conquista", ele disse em 2007.


Se tivesse jogado nos dias de hoje, Müller teria ficado milionário, mas é incerto se ele seria uma celebridade e ativo nas redes sociais.


Müller era uma estrela, mas não uma que gostasse do glamour e dos tapetes vermelhos, e jornalistas dificilmente tinham uma boa manchete após suas entrevistas.


Ele não invejava Beckenbauer por ter seguido famoso após ter parado de jogar e continuado a viajar o mundo como treinador. "Não sou do tipo que gosta de estar longe de casa", ele disse antes de sua doença avançar. Fonte: DW

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