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Aos 81 anos, morre Ali Chaim, em Curitiba


Maior repórter policial do Paraná, inspiração para gerações de jornalistas, ele era conhecido como Califa e gostava de ser chamado assim. Causa mortis foi uma parada cardíaca.



Foto: UFPR



O mais célebre profissional da comunicação paranaense, na área do Jornalismo Policial, Ali Chaim, faleceu na noite desta quarta-feira (27), em Curitiba.


Segundo informações de familiares, ele passou mal e foi encaminhado a um hospital. Lá, atendido pela equipe médica, sofreu uma parada cardíaca e não resistiu.


Nascido em no antigo bairro Capanema (atual Jardim Botânico), formou-se em Ciências Contábeis, na UFPR, e Perito-Auxiliar, na Escola de Polícia Civil do Estado do Paraná.


Começou carreira de jornalista no "Diário da Tarde", em 1960, escrevendo uma coluna sobre a noite curitibana, a "Giro na Noite". Neste espaço, escrevia com o pseudônimo de "Laurence das Arábias", o primeiro de vários apelido que passou a colecionar ao longo da vida.


Em 1968, foi convidado a trabalhar na Rádio Clube Paranaense e em 1973, passou para a Rádio Colombo, apresentando o programa "Bate Papo com o Califa". Este programa e a sua coluna, no jornal "Correio de Notícias" com o título de "O Buxixo do Califa 33", contribuíram para o seu segundo apelido: "Califa 33".


Quando ainda cobria notícias policiais em campo (nas delegacias) para uma rádio da capital paranaense em meados da década de 1970, foi o primeiro repórter a relatar a história contada por um taxista quando este foi fazer um Boletim de Ocorrência em uma delegacia.


O relato transformou-se numa lenda urbana curitibana, conhecida como "A Loira Fantasma". Esta lenda transformou-se em curta-metragem lançado em 1991, com direção de Fernanda Morini, e com a participação de Chaim fazendo o papel dele mesmo.


Ganhou notoriedade na televisão, quando passou a apresentar programas jornalísticos de conteúdo policial, como "Show da Notícia do Canal 4" na antiga TV Iguaçu. Também trabalhou na TV Paraná, canal 6 e na TV Paranaense, canal 12.


Na TV Iguaçu, apresentava o programa onde aparecia somente o seu perfil por detrás de uma cortina. Com isso, ganhou o apelido de "Sombra". Este artifício televisivo foi copiado pelo apresentador Ratinho em seus programas.


Ganhou várias homenagens, entre elas: "Troféu Comunicação Cidade" (em 1977 e 1979), "Melhores do Rádio" (em 1974) e "Jornalista do Ano" (em 1985).


No início da década de 1990, apresentava, na Rádio Eldorado, o programa "Califa 33". Durante as narrativas dos acontecimentos do setor policial, Chaim falava ao som do tradicional chorinho brasileiro. Desta maneira, conquistou o respeito dos profissionais da área de Segurança Pública e até dos infratores.


Sua vida profissional foi tema, em 2012, do curta-metragem "Califa 33" (vencedor de prêmios nos festivais: "Festival Olhar de Cinema" e "Recine Festival Internacional de Cinema de Arquivo"), com direção de Yanko Del Pino.


Com um estilo e uma voz inconfundíveis, apresentava, nos últimos anos, o programa Bate Papo com o Chaim, na Rádio Educativa.


Seu corpo foi sepultado na tarde desta quinta-feira (28), no Cemitério Parque e Crematório Memorial da Vida, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.



Prefeito lamenta a morte do radialista Ali Chaim

O prefeito Rafael Greca se manifestou sobre a morte do radialista Ali Chaim, ocorrida nesta quarta-feira (27/5).


“Lamento a perda do profissional de Comunicação Social que, por décadas, acordou cedo atrás da notícia e contribuiu diariamente para a crônica jornalística e policial da cidade de Curitiba. Possam os anjos velar seu repouso com cânticos de glória”, declarou o prefeito.


Chaim tinha 81 anos e fez história no jornalismo da capital paranaense como uma das figuras marcantes da crônica policial na cidade. Começou sua carreira na década de 1960, no jornal Diário da Tarde, mas se firmou no rádio com programas de grande alcance na Rádio Clube FM (“De olho da lei sobre a cidade”) e na Rádio Colombo (“Tabuleiro Policial”).


Também teve atuação na televisão, com o “Show de Jornal” na TV Iguaçu. Uma de suas últimas atuações foi na TV e-Paraná, onde apresentou o programa “Bate-papo com Chaim”.


Por sua apuração criteriosa e carisma, conquistou o respeito de seus colegas, profissionais da comunicação e também de personalidades de todas as áreas. 



Governador lamenta morte do jornalista Ali Chaim



O governador Carlos Massa Ratinho Junior manifestou pesar pela morte do jornalista e radialista curitibano Ali Chaim, ocorrida na noite da última quarta-feira (27). Conhecido pelo apelido de Califa 33, o repórter policial tinha 81 anos e começou sua carreira em 1960 no jornal Diário da Tarde, mas se destacou nos programas de rádio e televisão. Atualmente, estava no ar na rádio Paraná Educativa, com o programa Bate-papo com o Chaim.


Chaim trabalhou pelas principais emissoras de rádio e TV de Curitiba e era tido como um dos principais repórteres policiais da Capital. Nos anos 1970 e 1980, ele apresentou, sem mostrar o rosto aos espectadores, o programa O Coaxo do Califa, na antiga TV Iguaçu (hoje Rede Massa).


O jornalista também teve passagem pelas rádios Clube Paranaense, onde iniciou sua trajetória na rádio, Colombo, Cultura e Eldorado, além do jornal Correio de Notícias.  Ali Chaim deixa a esposa e três filhos.


Fontes: Wikipedia / PMC / AEN



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