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Argentinos se despedem de Maradona na Casa Rosada


Com pranto e paixão, milhares de torcedores homenageiam o ídolo. Velório foi tumultuado e repleto de incidentes.



Fotos: YouTube



Uma multidão de torcedores e personalidades do esporte e da política passou nesta quinta-feira (26) pela Casa Rosada, em Buenos Aires, para se despedirem de Diego Armando Maradona, que morreu aos 60 anos por causa de insuficiência cardíaca.


A morte de um dos melhores e mais carismáticos jogadores da história, na última quarta-feira em sua casa no subúrbio de Buenos Aires, desencadeou reações profundas e homenagens em todo o mundo, inclusive do presidente argentino e do papa Francisco.


“Maradona é a maior coisa que aconteceu na minha vida. Eu o amo tanto quanto meu pai, e é como se meu velho tivesse morrido”, disse, aos prantos, Cristian Montelli, funcionário administrativo de 22 anos que tem uma tatuagem com o rosto de Maradona em uma perna.





Em meio às muitas homenagens, também aconteceram incidentes violentos. As forças policiais dispararam balas de borracha e gás lacrimogêneo quando admiradores, que formaram uma fila de mais de 2 quilômetros (km) no centro de Buenos Aires, se afobaram para se despedir de Maradona antes que o transferissem para o local do enterro.


Diante da mobilização imensa, a família e as autoridades decidiram ampliar o velório por três horas além do horário previsto originalmente.


Mas a sede do governo ficou repleta de torcedores exaltados, e as autoridades resolveram retirar o féretro do lugar por segurança, segundo a televisão local.





Veículos de comunicação argentinos estimavam que até 1 milhão de pessoas poderiam comparecer para se despedir de seu ídolo, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).


Uma multidão ocupou durante toda a noite da última quarta a Praça de Maio, que fica diante da Casa Rosada, para homenagear o astro e esperar para lhe dar adeus. Dezenas de milhares de argentinos saíram às ruas, e os estádios de futebol acenderam as luzes às 10h da noite (o número da camisa de Maradona) como tributo ao ex-jogador.


As portas do palácio presidencial se abriram no início da manhã desta quinta-feira, quando já havia uma fila longa de pessoas que esperavam para entrar para ver o corpo do ídolo, coberto com uma bandeira da Argentina e uma camisa da seleção com o número 10.


Muitos admiradores esboçavam algumas palavras tímidas de despedida ou lançavam flores. Outros simplesmente choravam.





“É preciso estar aqui”, amor por Maradona supera temor de Covid-19


O velório de Diego Armando Maradona, que alguns estimam que pode reunir 1 milhão de pessoas na Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires, deixou claro que o carinho pelo astro do futebol supera o temor de contágio pelo novo coronavírus (Covid-19) em meio à pandemia.


A Argentina é um dos países que registraram uma das maiores taxas de contágio de Covid-19 na região, com 1.390.388 casos e 37.714 mortes até a última quarta-feira (25), e impôs uma das maiores quarentenas do mundo.





Dezenas de milhares de pessoas, muitas delas sem máscara, engrossavam uma longa fila sem distanciamento social para entrarem na Casa Rosada e se despedirem de Maradona, que morreu na quarta-feira de insuficiência cardíaca aos 60 anos.


“É preciso estar aqui. Não havia forma de isto não acontecer. De alguma maneira isto é Maradona também, violando uma regra”, declarou Marcelo Gades, de 52 anos, que esperava pelo velório com uma rosa na mão, em referência ao espírito rebelde e transgressor do ídolo.

“A Argentina é Maradona, e Maradona é a Argentina, com tudo de bom e de mau”, afirmou.




A histórica Praça de Maio, que está diante da Casa Rosada, ficou cheia de torcedores, que desde a noite da última quarta foram lhe dar adeus, portando camisas e bandeiras argentinas e bradando constantemente “olé, olé, olé, olé, Diego, Diego”.

A despedida provocou críticas nas redes sociais, já que em meados de março o governo impôs uma quarentena que também limitou a quantidade de pessoas que podem acompanhar velórios e enterros para conter o novo coronavírus.



Corpo do craque foi sepultado no cemitério de Bella Vista


O argentino Diego Maradona, um dos maiores jogadores de futebol da história, foi sepultado nesta quinta-feira (26) enquanto o mundo todo mostrou seu luto pela perda, desde as ruas de Buenos Aires à cidade de Nápoles, na Itália.


A morte de Maradona aos 60 anos na última quarta-feira (25), após uma parada cardiorrespiratória, provocou tanto o luto quanto as celebrações a uma verdadeira estrela do esporte, um gênio em campo, mas com uma vida marcada por dificuldades provocadas pela dependência química.





Em um dia de grandes emoções, o campeão mundial pela Argentina foi levado em um carro funerário na noite desta quinta-feira para o cemitério de Bella Vista, nos arredores de Buenos Aires (onde seus pais também estão enterrados) para uma cerimônia de familiares e amigos próximos.


Milhares de argentinos encheram as ruas enquanto a procissão passou no trajeto de uma hora que partiu da Casa Rosada, o palácio presidencial no centro de Buenos Aires, onde o caixão com o corpo de Maradona ficou exposto ao público durante o dia.



Fonte: Agência Brasil






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