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Banco de Alimentos arrecada 260 toneladas de comida boa que iria para o lixo

Asilos, casas de apoio e instituições parceiras do Mesa Solidária estão sendo beneficiados pelos gêneros alimentícios e hortifrutigranjeiros arrecadados.



Foto: SMCS / Ricardo Marajó / Luiz Costa

Criado pela Prefeitura há dois anos para ajudar a reduzir os impactos da pandemia na população mais carente, o Banco de Alimentos de Curitiba arrecadou junto à comunidade, até março de 2022, 260 toneladas de alimentos na capital. São gêneros alimentícios da cesta básica e hortifrutigranjeiros usados como ingredientes para as refeições gratuitas servidas à população em risco social.

Asilos, casas de apoio a crianças carentes e dependentes químicos e instituições parceiras do Mesa Solidária, que servem refeições gratuitas para a população em situação de rua em pontos do município, estão sendo beneficiados pelo Banco de Alimentos.

Vinculado à Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), o Banco de Alimentos de Curitiba tem ajudado a evitar o desperdício. Ele recebe alimentos próprios para o consumo humano, mas que perderam o valor comercial (têm algum tipo de "machucadinho"). São as chamadas "xepas" de feiras, Sacolões da Família, Mercado Municipal e Mercado Regional Cajuru.

Além disso, quebras e produtos próximos do fim do prazo de validade nos Armazéns da Família, hortaliças colhidas da Fazenda Urbana e doações da iniciativa privada também vão para o Banco de Alimentos de Curitiba.


O secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Luiz Gusi, destaca que o Banco de Alimentos está alinhado com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como fome zero, saúde e bem-estar, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, consumo e produção responsáveis, agricultura sustentável e ação contra a mudança global do clima.

“Com o Banco de Alimentos, insumos perfeitamente possíveis de serem consumidos chegam à mesa dos que mais precisam. Já o que não poderá mais ser consumido é usado no processo de compostagem, virando um poderoso adubo orgânico para a produção de hortifrútis, tanto na Fazenda Urbana como nas 114 hortas comunitárias da cidade”, ressalta Gusi.





Bem-vindo


O diretor e pastor da Comunidade Vinde Semear, Carlos Arndt, conta que as doações do Banco de Alimentos de Curitiba são essenciais para o funcionamento da entidade sem fins lucrativos, que atende 25 pessoas em recuperação de vícios em drogas e álcool.


“Dependemos de doações e, com esses alimentos, podemos oferecer quatro refeições ao dia. Com a grande quantidade que recebemos, temos oferecido sopas bem nutritivas e incluímos também salada de frutas”, completa.

Comerciantes da Feira do Rebouças destinam “xepas” para o Banco de Alimentos e, toda terça-feira, entregam para representantes da Igreja Presbiteriana do Capão da Imbuia, parceira do Mesa Solidária. São cerca 300 quilos de hortaliças, legumes, verduras e frutas que perderam o padrão comercial, mas continuam próprias para o consumo.

“As doações das frutas e verduras pela feira nos ajudam a diversificar os lanches para as pessoas carentes. Preparamos 250 refeições, toda terça-feira, que são servidas no Restaurante Popular do Capanema”, salienta Ozias Carvalho, membro da Igreja Presbiteriana do Capão da Imbuia.

O feirante do Rebouças Romeu Ribeiro de Almeida começa a separar os hortifrútis para doação para o Mesa Solidária, através do Banco de Alimentos, já no meio da manhã. “Vou percebendo que os fregueses descartam alguns produtos e já tiro da banca para o Mesa Solidária”, conta ele.

Ribeiro também participa da ação na Feira do Alto da Glória, aos sábados. “Todo mundo tem que ajudar em um momento tão difícil”, convida o feirante.

O presidente da Associação dos Comerciantes Estabelecidos no Mercado Regional Cajuru (Acemerc), João Evangelista de Lima, ressalta que as doações permitem aos permissionários do espaço da Prefeitura ajudar ao próximo e ainda evitar o desperdício. “Todos aqui têm realizado esforços conjuntos para separar os alimentos que não serão vendidos. Nos alegra muito saber que está servindo aos mais necessitados”, justifica.




Edital


Em dezembro de 2021, a Prefeitura lançou o edital de patrocínio para arrecadação de alimentos para que o Banco de Alimentos destine insumos para o Mesa Solidária em 2022. A meta é angariar insumos para produção de refeições pelo período de oito meses, que seriam suficientes para o preparo de mais de 2 milhões de almoços e jantares.


Como doar para o Banco de Alimentos


Entidades, empresas e até pessoas físicas interessadas em doar para o Banco de Alimentos de Curitiba podem ter informações pelos telefones (41) 3361-2518 e 3226-4563 e pelo email bancodealimentos@curitiba.pr.gov.br .



Fonte: PMC

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