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Bolsonaro descarta tabelar preços e faz novo apelo aos supermercados


Na semana passada, o presidente também falou em "apelo" aos empresários para diminuir os preços, pedindo "patriotismo" aos donos de redes de supermercados.



Foto: YouTube



O presidente afirma que tem conversado com empresários de supermercados pedindo para que eles diminuam seus lucros de modo a manter o preço de produtos da cesta básica, como o arroz, em níveis mais baixos. Bolsonaro afirmou também que não pretende tabelar os preços de tais produtos.


"Ninguém vai usar a caneta Bic para tabelar nada, não existe tabelamento, mas pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais nos supermercados seja próximo de zero", afirmou o presidente, acrescentando ainda que acredita que os preços devem começar cair a partir da nova safra do grão, entre dezembro e janeiro.


Bolsonaro afirmou ainda que seu governo prepara medidas para diminuir a inflação nos preços de alimentos, porém o presidente não detalhou as ações.


Essa não é a primeira vez que Bolsonaro comenta sobre o aumento dos preços dos alimentos. Na semana passada, o presidente também falou em "apelo" aos empresários para diminuir os preços, pedindo "patriotismo" aos donos de redes de supermercados, tendo em vista a situação delicada em meio à pandemia da Covid-19.



Exportações, pandemia e aumento de preços


Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta básica subiu acima da inflação em 16 capitais brasileiras. Na quinta-feira (3), a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou uma nota oficial apontando o aumento de produtos da cesta básica, como o feijão e o arroz.


A Abras aponta ainda que o aumento dos preços de produtos como arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja se deve ao crescimento das exportações de tais alimentos, o que se soma ao aumento da demanda interna em meio à pandemia da Covid-19.

"Reconhecemos o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira. Mas alertamos para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo coronavírus (Covid-19)" diz a Abras em nota.

Mais cedo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também deu declaração sobre o assunto e garantiu que o país não corre riscos de escassez de produtos como o arroz.



Fonte: Sputnik



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