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Bolsonaro: 'O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada.'


Presidente fez a afirmação em meio a apoiadores. Ele disse ainda que a "mídia sem caráter" potencializou a pandemia de Covid-19 no País.



Fotos: YouTube / Agência Brasil / Marcelo Camargo



O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (5) que "o Brasil está quebrado" e que ele não consegue "fazer nada".


A declaração foi feita em Brasília, durante uma conversa com um grupo de apoiadores na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, antes de seguir para seu escritório, no Palácio do Planalto.

"Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do imposto de renda, teve esse vírus potencializado pela mídia que nós temos aí, essa mídia sem caráter", disse Bolsonaro.

A mudança no imposto de renda mencionada por Bolsonaro trata-se da alteração da faixa de isenção, tema que foi promessa de campanha do presidente. Em dezembro, Bolsonaro chegou a falar em subir para R$ 3 mil a faixa de isenção, que atualmente está em R$ 1.903,98.


Com relação à pandemia, o Brasil é, atualmente, o terceiro país com o maior número de casos de Covid-19, com 7,7 milhões de pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus. Apenas Estados Unidos (com 20,9 milhões) e Índia (com 10,3 milhões) estão à frente.

Já em número de mortes, o Brasil é o segundo da lista: são mais de 196 mil óbitos causados pela Covid-19, acima da Índia, que tem 149 mil mortes, e atrás apenas dos EUA, com 355 mil. Todos os números são da universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.

Até agora, o Ministério da Saúde ainda não definiu uma data para o início da vacinação da população brasileira. De acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a previsão é que a vacinação comece no final de janeiro, "na melhor hipótese", e em meados ou no final de fevereiro, "na pior hipótese".





Não há verba no orçamento para pagar Banco do Brics, diz ministério


A falta de autorização no orçamento levou o Brasil a não pagar uma parcela de US$ 292 milhões para aporte de capital no Novo Banco de Desenvolvimento, também conhecido como Banco do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em nota emitida nesta noite, o Ministério da Economia informou que, ao longo do segundo semestre de 2020, tentou remanejar verbas com o Congresso Nacional, mas os parlamentares repassaram os recursos a outros ministérios.


Sem o pagamento da parcela, o governo brasileiro tornou-se inadimplente com o NDB (sigla do banco em inglês). Por determinação contratual, a instituição financeira terá de comunicar a situação às agências de classificação de risco, aos parceiros internacionais e aos detentores de títulos do banco.


De acordo com o comunicado, em 14 de dezembro, o Ministério da Economia encaminhou ofício ao presidente da Comissão Mista de Orçamento, que está sem presidente por falta de acordo político, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pedindo o remanejamento de R$ 1,496 bilhão que quitaria a parcela com o NDB. Segundo a nota, os congressistas não acataram o pedido e remanejaram os recursos para outros ministérios.


Sem a dotação aprovada, o projeto de lei sancionado no fim do ano passado pelo presidente Jair Bolsonaro deixou de fora o pagamento ao Banco do Brics. O projeto remanejou R$ 3,3 bilhões para cerca de 30 órgãos internacionais, como as Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos (OEA).


Para poder fazer o pagamento, informou o Ministério da Economia, o governo precisa de autorização do Congresso, que está de recesso. A penúltima parcela de aporte de capital para o NDB corresponde a US$ 350 milhões, dos quais o Brasil pagou R$ 310,7 milhões (cerca de US$ 58,3 milhões) em novembro.



Fontes: Sputnik News / Agência Brasil

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