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Brasil registra 667 mortes por coronavírus e 13,7 mil casos


O número representa um aumento de 20% em relação a ontem.



Foto: Infraero / Divulgação



O Brasil chegou a 667 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), segundo atualização do Ministério da Saúde, hoje (7). O número representa um aumento de 20% em relação a ontem (6), quando foram registrados 553 óbitos.


São Paulo segue como epicentro da pandemia, com mais da metade das mortes de todo o País, com 371 óbitos. O estado é seguido por Rio de Janeiro, com 89; Pernambuco, com 34; Ceará, com 31, e Amazonas com 23 mortes.


Também já foram registradas mortes no Paraná (15), Distrito Federal (12), Bahia (12), Santa Catarina (11), Minas Gerais (11), Rio Grande do Norte (8), Rio Grande do Sul (8), Espírito Santo (6), Goiás (5), Pará (5), Paraíba (4), Sergipe (4), Piauí (4), Maranhão (4), Alagoas (2), Mato Grosso do Sul (2), Amapá (2), Rondônia (1), Roraima (1), Acre (1) e Mato Grosso (1).


O número de casos da covid-19 no País chegou a 13.717, o que marca um crescimento de 13,7% em relação a ontem (6), quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 12.056 casos.


A taxa de letalidade do País subiu de 4,4% para 4,9%.


SP tem 17 mil exames suspeitos para novo coronavírus na fila


Cerca de 17 mil pessoas com suspeita de terem sido infectadas pelo coronavírus aguardam o resultado de seus exames no estado de São Paulo, informou hoje (7) o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.


Segundo o secretário, a demora para processar os testes se deve pela falta de insumos. "Existe uma dificuldade da aquisição de insumos para a realização desses exames. Uma das remessas que estávamos esperando e comprando não conseguiu chegar até agora, deve chegar nos próximos dias. Isso interfere, de certa maneira, no número de exames”.


O secretário disse que, quando esses exames forem processados, isso deve aumentar bastante o número de pacientes confirmados para covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, mas não tanto no de óbitos. “Vamos ter um degrau no número de pacientes confirmados e, em menor número, no de óbitos. O número de óbitos com exames a confirmar é muito pequeno. Então não vai interferir significativamente no de óbitos”, explicou Germann.


São Paulo tem até hoje, segundo Germann, 4.861 casos confirmados de coronavírus, com 304 óbitos. Há ainda 700 pacientes internados em unidades de terapia intensiva e 733 em enfermaria.


Pesquisa identifica medicamentos que podem combater o coronavírus


O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) está testando medicamentos que podem auxiliar no combate ao coronavírus. A organização vinculada ao ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) está procurando substâncias que possam ser usadas contra o vírus SARS-Cov-2. A pesquisa acontece em substâncias já regulamentadas para uso no Brasil.


Segundo a pesquisadora Daniela Trivella, entre os 2 mil medicamentos analisados na primeira etapa de testes, dois mostraram resultados promissores. O CNPEM não divulga quais são para evitar automedicação. Porém, de acordo com Daniela, ambas as substâncias têm várias características que podem permitir o uso contra a doença. “São economicamente acessíveis, bem tolerados em geral, comumente utilizados por pessoas dos mais diversos perfis e, um deles, inclusive, está disponível em formulação pediátrica”, enumerou.


Estão sendo avaliados medicamentos dos mais diversos tipos: analgésicos, anti-hipertensivos, antibióticos, diuréticos entre outros. A pesquisadora explica que os experimentos feitos em laboratório buscam identificar substâncias que inibam a replicação do vírus dentro do corpo. “Passo fundamental para impedir ou reduzir a infecção viral”, enfatiza.


A partir dos resultados obtidos até agora, as duas substâncias que obtiveram bom desempenho continuarão ser testadas em células para novas avaliações. “Acreditamos que em cerca de duas semanas teremos os resultados que devem anteceder os testes clínicos”, acrescenta Daniela. Será feito, então, um relatório que reunirá as informações colhidas em laboratório com aquilo que já se sabe sobre os efeitos desses medicamentos em seres humanos.


Esse documento vai embasar testes clínicos, em pessoas infectadas com o vírus, que podem ser feitos dentro da Rede Vírus, iniciativa do MCTIC que reúne centros de pesquisa que estão procurando formas de combater o coronavírus.


Fonte: AEN





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