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BRT Leste-Oeste terá financiamento internacional


Consultoria especializada vai apontar soluções para evitar acidentes no novo corredor do transporte coletivo de Curitiba, que vai ligar Pinhais à estação CIC-Norte.



Fotos / Arte: SMCS - Daniel Castellano / IPPUC



Curitiba deu mais um passo à evolução do transporte coletivo nesta quarta-feira (17/2). Integrantes de um consultoria especializada em segurança viária estiveram na cidade para sugerir pontos de melhoria nos projetos de implantação do Corredor Leste-Oeste e evitar acidentes de trânsito.


Trata-se de uma visita técnica de representantes do New Development Bank (NDB), o banco dos BRICS, o financiador das obras de infraestrutura do Ligeirão no Corredor Metropolitano Leste-Oeste, ligando Pinhais e a estação CIC-Norte, e do Eixo Sul.


Uma equipe da Prefeitura, com integrantes do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc) e da Superintendência de Trânsito (Setran), levou o líder do projeto de Curitiba no NDB, Fernando Silva, e a consultora especialista em Segurança Viária, Marta Obelheiro, para vistoriar toda a extensão do trajeto do BRT Leste-Oeste.


A partir da estação CIC-Norte, o grupo visitou os cinco terminais - Campo Comprido, Campina do Siqueira, Capão da Imbuia, Vila Oficinas e Centenário -, e algumas das 34 estações-tubo que vão compor o novo corredor, entre elas a Eufrásio Correia, na região central.


“Vemos o município 110% disposto a receber contribuições. Curitiba é muito aberta à implantação de ações de segurança no trânsito. Desta visita, teremos um trabalho detalhado das melhorias e inovações que podem ser feitas”, destaca o líder do projeto no NDB, Fernando Silva.



Soluções inovadoras


A movimentação de passageiros nos terminais, o comportamento dos pedestres nas canaletas, as condições de acessos para pedestres e ciclistas foram algumas das questões observadas e que terão propostas incorporadas nos projetos do novo corredor do transporte público.


“Essa observação in loco é muito importante para entender como as pessoas se comportam no dia a dia e visualizar questões de segurança viária que podem emergir no novo BRT. O objetivo é propor soluções que ajudem a reduzir acidentes”, destaca a consultora Marta Obelheiro.


O coordenador geral da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (UTAG) do Ippuc, Paulo Roberto Socher, afirmou a relevância de ter a colaboração de um especialista externo.


“É um olhar que traz uma nova perspectiva ao trabalho, com soluções de inovação a partir de outras experiências e que pretendemos acolher”, disse.





Intervenções


O projeto do BRT Leste-Oeste contempla a reestruturação do corredor de transporte com pista de ultrapassagem para o Ligeirão Leste-Oeste, novas estações, modernização de terminais e melhorias viárias no entorno.


Com a implantação da estrutura de ultrapassagem entre as linhas, a operação do eixo será dividida em linhas "paradoras", que farão paradas em 34 estações e cinco terminais ao longo do eixo (com distância média entre as paradas de 500 metros); e a Linha Direta Ligeirão, que fará paradas nos cinco terminais de integração e nas estações de maior atratividade do sistema (com distância média entre as paradas entre 2 e 3 quilômetros). Nesse itinerário, serão implantados 44,8 quilômetros de ciclofaixas e 66 paraciclos.


A estrutura do eixo de transporte seguirá o que prevê a certificação Greenroads®, que inclui pavimento permeável, estrutura cicloviária ao longo da extensão, sistema de coleta de água da chuva, semaforização inteligente, entre outras inovações de acessibilidade segura, paisagismo e iluminação.



Investimentos


Para a realização das obras, serão investidos US$ 93,75 milhões (R$ 507,49 milhões, na cotação de 17/2 do Banco Central), como parte do Programa de Aumento da capacidade e Velocidade do BRT no eixo Leste-Oeste e Sul. Desse valor, serão US$ 75 milhões (R$ 405 milhões) financiados pelo NDB e US$ 18,75 milhões (R$ 101,5 milhões) em contrapartidas municipais, num programa a ser executado em cinco anos.


Os recursos serão aplicados nos projetos e obras de implantação do Ligeirão no corredor metropolitano de transporte Leste-Oeste, entre o Campo Comprido e Pinhais, e na extensão Sul.


Até que seja assinado o contrato de financiamento e definidos os cronogramas de desembolso, serão seguidos os trâmites de empréstimos internacionais avalizados pela União, que passam pelas etapas de validação pelo governo federal e posterior aprovação pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE).





Benefícios do Ligeirão Leste/Oeste


- Aumento da velocidade média operacional em 35% - Redução do tempo de deslocamento em 25%; - Aumento do número de passageiros em dias úteis em 5%; - Reestruturação viária de 31,2 quilômetros de canaleta exclusivas; - Eliminação dos comboios de ônibus nas canaletas exclusivas; - Redução das emissões de CO2 em 14%; - Revitalização de estações de embarque e desembarque, substituição do piso das calçadas, renovação do pavimento da pista, iluminação pública, implantação de paisagismo e requalificação da acessibilidade.



Ligeirão até o Pinheirinho


As obras já em curso para a finalização do Ligeirão Sul, desde a Praça do Japão ao Pinheirinho, feitas com recursos do tesouro municipal, já incluem a contrapartida da Prefeitura ao financiamento do NDB para o corredor Leste-Oeste.


Estão sendo feitas melhorias em 13 pontos de parada existentes no itinerário ao sul, além da reestruturação viária de aproximadamente 4 quilômetros de canaletas exclusivas. As intervenções incluem ainda implantação de aproximadamente 15,6 quilômetros de ciclofaixas e de 26 paraciclos.


Com o Ligeirão Norte-Sul operando em sua totalidade, o usuário terá redução do tempo de deslocamento em 25%.



Fonte: PMC




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