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Caos do trevo do Atuba é destaque no Plenário da Alep


"Descaso e abuso para com a população." Foi assim que o deputado Galo (Podemos) definiu a situação do principal entroncamento da Linha Verde Norte, na capital paranaense, em função das obras no local, que se arrastam durante meses.




Fotos: SMCS / Daniel Castellano / Alep / Divulgação



Ao ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa, na Sessão Plenária desta quarta feira (3), o deputado Galo (Podemos) denunciou a situação preocupante da Linha Verde, na região do Trevo do Atuba.


Segundo o parlamentar, "as obras na via e no seu entorno causam transtornos aos motoristas de diversas regiões de Curitiba e da Região Metropolitana e transformam o trânsito em um verdadeiro nó".


O deputado enfatizou que a situação no local é insuportável, caracterizando-se como "um descaso e um abuso para com a população de toda a região e principalmente para com os milhares de motoristas que utilizam esta rota todos os dias".


Durante o pronunciamento, Galo lembrou que em horários de pico fica tudo travado e que a Prefeitura Municipal de Curitiba - responsável pela obra, que foi inclusive promessa de campanha - faz de conta que não vê o desrespeito ao qual são submetidos os usuários.




De acordo com o parlamentar, “é dever da prefeitura do município dar uma satisfação para a população sobre este drama diário, vivenciado por uma grande parcela da população da capital e de cidades vizinhas“.


Galo concluiu a fala dizendo que "se a administração municipal não é competente para dar uma solução ao caso, então que delegue o problema para quem tenha competência para resolver”.



As obras


O início das obras da Linha Verde ocorreu em 2007. Quase dois anos e meio depois, com 13 meses de atraso, em 2009 o Eixo Sul foi concluído e entregue à população.


Com promessas da então gestão da cidade, a obra deveria ter sido terminada em toda a sua extensão - que contempla 22 bairros - em 2014, para a Copa do Mundo do Brasil. Mas, diante de vários impasses, inclusive judiciais, até hoje o projeto só está concluído no papel.


A partir deste período, foi iniciado o Eixo Norte, com a construção de sete trincheiras e até alargamento de viaduto. Mas tudo ocorre a passos lentos, sofrendo várias interrupções no cronograma.


Segundo a Prefeitura de Curitiba, com a redistribuição dos lotes para outras empreiteiras, através de novas licitações, a previsão oficial é de que a conclusão e a entrega do trecho sejam feitas ainda até o fim de 2021.



Da Redação



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